ACOMPANHAMENTO DA FUNÇÃO PULMONAR POR 6 MESES DE PACIENTES
ACOMETIDOS PELA FORMA GRAVE DA COVID-19
Nome: JESSICA FABIA POLESE
Data de publicação: 16/10/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| JOSE GERALDO MILL | Presidente |
| MARIA TERESA MARTINS DE ARAUJO | Examinador Interno |
| OSCAR ENRIQUEZ-MARTINEZ | Examinador Externo |
| VALERIA VALIM CRISTO | Examinador Interno |
| VÍTOR COSTA SOUZA | Examinador Externo |
Resumo: Introdução: A COVID-19 foi uma nova doença que surpreendeu o mundo, mostrando-se
mortal e capaz de deixar graves sequelas. O objetivo desse estudo foi avaliar a persistência de
sintomas, alterações funcionais e na capacidade funcional após a cura da doença aguda.
Método: Seguimento longitudinal por período de 6 meses de indivíduos acometidos com as
formas moderada a grave da COVID-19, com diagnóstico confirmado através de RT-PCR,
que apresentaram necessidade de internação hospitalar. O seguimento foi realizado aos
30(D30), 90(D90) e 180(D180) dias após a alta hospitalar. Em cada avaliação foram
realizados questionário estruturado, medida de função pulmonar através da espirometria e
capacidade funcional através da realização do Teste de Caminhada de 6 minutos (TC6).
Resultados: Foram acompanhados 44 indivíduos após alta hospitalar sendo que 31
completaram o seguimento de 180 dias. Todos os indivíduos ainda estavam sintomáticos em
D30, sendo que os principais sintomas foram dispneia (83%), tosse (54%) e dor torácica
(27%). Em D90, quase a metade dos indivíduos ainda apresentava pelo menos um sintoma e
relatavam dificuldade para retornar às suas funções laborais. Em D180, 28% dos participantes
persistiram com pelo menos um sintoma, sendo dispneia (17,2%) o mais comum. Ao avaliar a
função pulmonar observou-se que em D30, 14 (54%) dos pacientes e em D180, 5 (16%)
pacientes persistiram com a capacidade vital forçada (CVF) abaixo do valor previsto
sugerindo persistência de distúrbio restritivo. Em D180, 2 (6%) dos pacientes ainda
apresentavam distância caminhada (DC) no TC6 < 330 m e 8 (25%) pacientes permaneciam
com DC < 75% do valor predito. Discussão: Após 180 dias da alta hospitalar muitos
indivíduos ainda apresentavam manifestações clínicas e alterações funcionais. A extensão das
consequências da doença pulmonar aguda na função pulmonar da COVID-19, apesar de ainda
não claramente definidas, são altamente frequentes, levantando relevante questionamento
sobre a importância de desenvolver políticas de saúde direcionadas aos indivíduos curados da
doença aguda, mas ainda clínica ou funcionalmente doentes.
