Sumario: A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é um indicador sensível da saúde dos sistemas regulatórios, refletindo a adaptação autonômica a desafios ambientais e psicológicos (Cowan, 1995; Galin et al., 2026). Como medida indireta do sistema nervoso autônomo (SNA), a VFC traduz as oscilações entre batimentos consecutivos e a interação simpato-vagal (Freeman et al., 2011; Pomeranz et al., 1985). De acordo com o Modelo de Integração Neurovisceral, essa dinâmica é coordenada pela Rede Autonômica Central, conectando estruturas corticais e subcorticais; assim, a VFC atua como marcador do desempenho neurológico, emocional e cognitivo sob pressão (Thayer; Lane, 2000; Sveinsdóttir et al., 2025).
Na segurança pública, a exposição crônica a estressores operacionais mantém a hiperativação do sistema simpático e do eixo hipotálamo-hipofisário-adrenal (HPA), resultando em desregulação do cortisol e acúmulo de carga alostática (CA), o custo biológico para manter a estabilidade (Juster et al., 2010; McEwen, 1998). A sobrecarga alostática eleva o risco de transtornos mentais, agravamento cardiovascular e desordens metabólicas, como a resistência à insulina (Guidi et al., 2021). A redução do tônus vagal (baixa VFC) frequentemente precede o surgimento de sintomas clínicos, funcionando como ponte entre o sofrimento psicológico e o risco metabólico (Galin et al., 2026).
Apesar do impacto clínico, persistem lacunas sobre a interação entre a VFC e biomarcadores endócrinos na predição do desgaste sistêmico nessa população. Este estudo irá analisar a relação entre estresse psicológico, respostas hormonais e risco cardiometabólico em agentes de segurança pública, investigando a VFC como desfecho. Objetiva-se associar ansiedade e depressão aos parâmetros da VFC, avaliar sua relação com o cortisol e marcadores inflamatórios, e mensurar o desgaste global via Índice de CA (Galin et al., 2026).
Fecha de início: 10/03/2026
Plazo (meses): 54
Participantes:
| Papel |
Nombre |
|---|---|
| Coordinator * | LÍVIA CARLA DE MELO RODRIGUES |
