EFEITO DA ADMINISTRAÇÃO DE ZINCO NA
REATIVIDADE VASCULAR EM AORTA DE RATOS EXPOSTAS IN VITRO AO CÁDMIO
Nome: CAMILLA LÓREN DA SILVA NASCIMENTO
Data de publicação: 31/03/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ALESSANDRA SIMAO PADILHA | Presidente |
| CAMILA RENATA CORRÊA CAMACHO | Examinador Externo |
| KAROLINI ZUQUI NUNES | Examinador Interno |
Resumo: Obtido industrialmente, o cádmio é um metal altamente tóxico promotor de diversas
alterações moleculares e enzimáticas no organismo. No sistema cardiovascular, o
endotélio e o músculo liso são os principais alvos, onde, pelo estresse oxidativo
promove disfunção endotelial, contribuindo para o desenvolvimento da hipertensão,
aterosclerose e doenças coronarianas. Diante desses efeitos deletérios, torna-se
relevante investigar estratégias capazes de prevenir ou atenuar os danos vasculares
induzidos por esse metal. O zinco, mineral essencial envolvido em múltiplas reações
metabólicas, exerce importante papel na defesa antioxidante e pode modular a
toxicidade do cádmio por meio de competição por sítios de ligação biológicos e
estabilização de estruturas celulares. Dessa forma, para investigar estes efeitos, a
aorta torácica de ratos Wistar com 12 semanas de idade foram utilizadas em análise
de reatividade vascular após a exposição ao CdCl2 e/ou ao ZnCl2 na presença e/ou
ausência dos fármacos de interesse: L-NAME (100 M), Apocinina (30 M), SOD (150
U/ml), Catalase (1000 U/ml). Os resultados obtidos demonstraram que a exposição
ao cádmio promoveu disfunção endotelial caracterizada pelo aumento na reatividade
vascular à fenilefrina endotélio-dependente, redução da biodisponibilidade do óxido
nítrico devido a maior liberação de ânion superóxido e peróxido de hidrogênio
possivelmente via NADPH oxidase, aliado à um aumento compensatório na atividade
da superóxido dismutase, bem como promoveu lesões na morfologia endotelial. Por
outro lado, o zinco normalizou as alterações na resposta contrátil com melhora da
biodisponibilidade de óxido nítrico e atenuou a participação do H2O2 como
vasoconstritor, sugerindo reparo da disfunção endotelial e ação protetora. Apesar de
não ter sido capaz de prevenir e/ou atenuar os danos na morfologia do endotélio.
Portanto, o zinco apresentou efeito protetor predominantemente a nível funcional, sem
normalização completa dos marcadores de estresse oxidativo avaliados.
