EFEITO PROTETOR DO ÁCIDO ELÁGICO SOBRE A REATIVIDADE
VASCULAR E PARÂMETROS MORFOFUNCIONAIS DA AORTA DE RATOS
EXPOSTOS POR TRINTA DIAS AO CLORETO DE CÁDMIO

Nome: RAKEL PASSOS SIMOES

Data de publicação: 29/08/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
CAMILA ALMENARA CRUZ PEREIRA Examinador Externo
GLAUCIA RODRIGUES DE ABREU Examinador Interno
KAROLINI ZUQUI NUNES Examinador Interno
PRISCILA ROSSI DE BATISTA Examinador Externo

Resumo: O cádmio (Cd) é um metal pesado tóxico amplamente presente no ambiente,
cuja exposição crônica está associada a diversos efeitos deletérios sobre o
sistema cardiovascular, incluindo hipertensão arterial e disfunção endotelial. O
ácido elágico (AE), um polifenol natural com propriedades antioxidantes, anti
inflamatórias e quelantes, tem sido apontado como um potencial agente protetor
vascular. Este estudo investigou os efeitos do AE sobre as alterações
cardiovasculares induzidas por exposição subcrônica ao CdCl (100 ppm por 30
dias) em ratos Wistar. Os animais foram divididos em quatro grupos
experimentais: Controle (Ct), Cd, AE e Cd+AE. O Cd foi administrado pela água
de beber e o AE por gavagem (30 mg/kg/dia). A pressão arterial sistólica (PAS)
foi monitorada semanalmente por pletismografia de cauda. Ao final do protocolo,
a concentração sanguínea de Cd foi compatível com níveis observados em
exposições ocupacionais humanas (31,15 ± 2,8 µg/L). Para avaliação da função
vascular, anéis de aorta torácica foram montados em banho de órgãos e
submetidos a protocolos com fenilefrina, acetilcolina (ACh) e nitroprussiato de
sódio (NPS), com ou sem endotélio, e na presença de inibidores (L-NAME,
apocinina, catalase, alopurinol e SOD). A exposição ao Cd reduziu o peso
corporal, aumentou a PAS, elevou a reatividade à fenilefrina e comprometeu o
relaxamento endotelial, efeitos associados à menor biodisponibilidade de óxido
nítrico (NO) e ao aumento de espécies reativas de oxigênio (EROs). Também foi
observada maior deposição de colágeno e danos nas células endoteliais. O
tratamento com AE preveniu essas alterações, restaurando a função endotelial,
normalizando o tônus vascular e preservando os níveis de colágeno e a
integridade das células endoteliais. Esses achados indicam que o AE exerce um
efeito protetor significativo frente à toxicidade vascular induzida pelo Cd,
mostrando-se promissor como agente funcional na prevenção de doenças
cardiovasculares.

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